O membro do Conselho Superior do Centro de Altos Estudos em Comunicações Digitais e Inovações Tecnológicas (Ceadi), Sandro Mendonça, recomendou que, para melhores expectativas com o 6G, o regulador brasileiro deve buscar se aproximar mais do desenvolvimento tecnológico. A sugestão foi apresentada durante palestra online promovida pelo Ceadi da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), sobre a futura tecnologia móvel.
Pesquisas do 6G
A Coordenadora de Processo de Satélite da Gerência de Espectro, Órbita e Radiodifusão (ORER), Luciana Ferreira, destacou o sandbox regulatório como uma inovação que poderia permitir a integração experimental das tecnologias das redes móveis terrestres, como o 6G, com as constelações de baixa órbita de satélites, expandindo a cobertura para áreas remotas.
A atribuição de novas faixas de frequências para esta integração, defendida pelo Brasil durante a Conferência Mundial de Radiocomunicações 2023 (CMR-2023), é um dos temas a serem estudados no ciclo 2024–2027 do Bureau de Radiocomunicações da União Internacional de Telecomunicações (UIT-R).
Evolução do 6G
O pesquisador destacou a importância dos próximos anos para a elaboração de requisitos e padrões do IMT-2030 (designação técnica do 6G), conforme estabelecido no Grupo de Estudos 5D da UIT-R. No momento, as preocupações estão voltadas à abrangência de cobertura das futuras redes, com sustentabilidade e segurança como principais temas paralelos.
Produção Científica Global
Na produção científica desde os anos 2020, a China, os Estados Unidos, Índia e o Reino Unido têm se destacado. Países como Canadá, Japão e Coreia do Sul também apresentam elevada produção acadêmica.
Em relação à publicação de artigos científicos e acadêmicos sobre a tecnologia 6G, as parcerias dos pesquisadores brasileiros têm sido com pesquisadores da Finlândia, China, Portugal, França, Estados Unidos e Reino Unido.
Perspectivas para o Brasil
Para o Presidente do Conselho Superior do Ceadi, o conselheiro diretor Alexandre Freire: "os insights apresentados demonstram um compromisso sério em garantir que a regulamentação acompanhe os avanços tecnológicos emergentes. Ao promover o diálogo e a troca de ideias, essas iniciativas não apenas estimulam a adaptação das políticas regulatórias, mas também fomentam um ambiente propício para a colaboração e o desenvolvimento de soluções inovadoras."
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